domingo, 27 de novembro de 2011
A arte dos rabiscos III...
Estudos para a habitação unifamiliar...
“... a concha vazia, como o ninho vazio, sugere devaneios de refúgio."
A Poética do Espaço, Gaston Bachelard.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
E o recomeço!!!!
O terceiro e último tema, #é muita cláudia para pouca cadeira, também com o tema habitação só que agora como Habitação Unifamiliar de Interesse Social Integrada ao Parcelamento do Solo, ou seja, projeto arquitetônico e projeto urbano relacionados. Este tema abrange três etapas a dos Estudos dirigidos que se refere a esta post, Partido e Conceito, e a Entrega final.Os estudos dirigidos vem trazer duas obras que se refrem a cinco pontos adotados para a concepção do projeto e uma breve apresentação do projeto urbano.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
De sonhos, palavras, versos, canções, matéria, corpo...
Arquitetura funcional
Não gosto da arquitetura nova
Porque a arquitetura nova não faz casas velhas
Não gosto das casas novas
Porque as casas novas não têm fantasmas
E, quando digo fantasmas, não quero dizer essas assombrações vulgares
Que andam por aí...
É não-sei-quê de mais sutil
Nessas velhas, velhas casas,
Como, em nós, a presença invisível da alma... Tu nem sabes
A pena que me dão as crianças de hoje!
Vivem desencantadas como uns órfãos:
As suas casas não têm porões nem sótãos,
São umas pobres casas sem mistério.
Como pode nelas vir morar o sonho?
O sonho é sempre um hóspede clandestino e é preciso
(Como bem sabíamos)
Ocultá-lo das visitas
(Que diriam elas, as solenes visitas?)
É preciso ocultá-lo dos confessores,
Dos professores,
Até dos Profetas
(Os Profetas estão sempre profetizando outras coisas...)
E as casas novas não têm ao menos aqueles longos, intermináveis corredores
Que a Lua vinha às vezes assombrar!
Não gosto da arquitetura nova
Porque a arquitetura nova não faz casas velhas
Não gosto das casas novas
Porque as casas novas não têm fantasmas
E, quando digo fantasmas, não quero dizer essas assombrações vulgares
Que andam por aí...
É não-sei-quê de mais sutil
Nessas velhas, velhas casas,
Como, em nós, a presença invisível da alma... Tu nem sabes
A pena que me dão as crianças de hoje!
Vivem desencantadas como uns órfãos:
As suas casas não têm porões nem sótãos,
São umas pobres casas sem mistério.
Como pode nelas vir morar o sonho?
O sonho é sempre um hóspede clandestino e é preciso
(Como bem sabíamos)
Ocultá-lo das visitas
(Que diriam elas, as solenes visitas?)
É preciso ocultá-lo dos confessores,
Dos professores,
Até dos Profetas
(Os Profetas estão sempre profetizando outras coisas...)
E as casas novas não têm ao menos aqueles longos, intermináveis corredores
Que a Lua vinha às vezes assombrar!
Mário Quintana
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